CONTRADIÇÕES NO GERENCIAMENTO
(Minhas Opiniões)

 

              Amigos internautas, estamos vivendo tempos de contradições e com seus efeitos colaterais bem acentuados, onde têm trazido ao povo brasileiro um prejuízo enorme pela falta de um bom gerenciamento, principalmente das coisas públicas em que a classe política está no seu momento de maior descrédito, fazendo leis esdrúxulas, sem as mínimas competências e as nossas autoridades enxugando gelo, com diz o jornalista no seu programa Bronca Pesada (TV JORNAL), e alguns também se mostrando incompetentes nos cargos que exercem.
Vejamos: no país que mais impostos se paga, isto porque é considerado o país das leis, sendo que mais de 70% não é aplicado devido à falta de direcionamento, fazendo com que, em várias situações, o Presidente da República aplique Medidas Provisórias (MP) que, em muitos casos, são inconstitucionais, isso devido a um Congresso inoperante de Deputados Federais, cuja maioria está envolvida em corrupções e falcatruas e, do outro lado, honestos que procuram nas CPI’s, como soluções dos problemas, chegando a parar de legislar sobre os projetos já existentes.
Concordo muitas vezes, meu amigo Souza, com Datena, aquele jornalista da Rede Bandeirante, quando ele diz que, neste país, as leis são ultrapassadas e a Constituição tem de ser revista e mete o pau nesses políticos desonestos que legislam em causa própria. O exemplo está nas verbas de gabinete, que tantos benefícios trazem para eles. Isso é uma vergonha para a sociedade que os elegeu como dizia Boris Casoy.
O pior é que o culpado disso é o próprio povo, pois no ano de eleição eles estarão triunfalmente de volta, trazidos pelas mãos desse mesmo povo (sem memória) que tanto mentiu, e os reelegeu.
Vamos às contradições: A meu ver, coisas piratas, o que é pirataria? Quem ganha com isso? O porquê disso? Serão os objetos que não prestam? Não, não é nada disso, é só corporativismo administrativo para beneficiar uma determinada classe do governo, alegando que são sonegadores de impostos, e quadrilhas organizadas para burlar o fisco, segundo o governo, dando a entender a falta de gerenciamento nas coisas públicas, ou seja, falta de fiscalização e medidas saneadoras no rigor da lei que, com certeza, todos iriam pagar seus impostos e àqueles que sonegassem: cadeia neles.            
Para isso acontecer, muitas pessoas honestas são envolvidas, através de documentos preparados para que aconteça o “jeitinho brasileiro” que, aqui ou acolá, a Policia Federal está desbaratando. Porém, continuam com o mesmo pecado, desempregando quem merecia estar empregado, nessas justificativas que é a pirataria, queimam e destroem aquilo que não serve, justificando suas razões espúrias aos objetos vendidos particularmente quando dizem: não presta, é perigoso o seu uso, evite suas crianças usarem, não passou no controle de qualidade, o produto cheira mal. E por aí vai.
Quando lembro de um caso contado por um cidadão, que seus empregados estavam embalando pacotes de bolachas que saíram do forno há pouco tempo, na manhã de uma quinta-feira, chegaram a seu estabelecimento os fiscais, segundo ele, mostrando possível diálogo em erros encontrados, como o cidadão não aceitou por ser muito honesto, teve sessenta e quatro (64) pacotes de bolachas apreendidas, e passaram a alegar erros de colocação de pesos 350g. Ou seja, o pacote deveria constar 250g na impressão da embalagem e não, os 350g. Encontrados, que foi colocado por falta de informações, o alegou, segundo o comerciante esperando sua compreensão.
Não deram nem os direitos de defesa, simplesmente lavraram o auto de infração, pedindo seu comparecimento na segunda-feira, no gabinete do Delegado. E no sábado, os jornais denunciavam que os pacotes de bolachas tinham sido incinerados, pois, segundo o jornal, o comerciante desonesto estava vendendo a mercadoria com o prazo vencido.
O comerciante pegou o jornal na época e o levou para explicar em detalhes o que ocorreu ao delegado que, ao ouvir, falou das suas razões e rasgou o auto de infração e dizendo que, quanto à bolacha, não poderia fazer nada, pois a assistente social tinha levado para uma creche, e disse pra esquecer e deixar pra lá, se correr atrás o senhor poderá ser prejudicado. Assim finalizou.
O que podemos analisar desta estória e tantas outras, e ciclovia em faixa de banqueta pra carro, é demais! E cobranças de multas em restaurantes, bares, lanchonetes em beira de estrada (lei seca) alegando os altos índices de morte nas estradas por bebidas alcoólicas, como se os comerciantes fosse culpados pelas mortes, esquecendo que o único culpado são os próprios motoristas, que deveriam receber altas multas e aulas de educação e disciplinas contra alcoolismo infrator, ai sim, com certeza esse índice baixaria, e cairia pra zero, se esses políticos tivessem a coragem de acabar com a fonte, as fábricas para ser mais exato, mas a hipocrisia está exatamente nos impostos cobrados, achando que aumentando os impostos são as soluções, e enquanto muitas vidas são perdidas pelo alcoolismo e ainda culpam os comerciantes. Vocês concordam?
As contradições não param aí, o jogo de bicho é um exemplo como bode expiatório, alega nossas autoridades que o brasileiro gasta suas rendas familiares com jogos de bichos que é contravenção, e perguntamos? E os demais jogos das loterias:  como Dupla - Sena, Lotomania, Loteria Esportiva, Mega - Sena, Loto - Fácil, Quina e Loteria Federal, é contravenção ou não? Claro que é! Qual a diferença do alegado pelas nossas autoridades, para as demais?
Primeiro, as entidades particulares são fortes concorrentes do governo, ou passam pra seu lado, ou o visinho é contraventor. Isso é uma vergonha, meu irmão, pois nunca soube que bicheiro não gostava de pagar imposto, agora o que lemos nos jornais, é propina para manter seu estabelecimento aberto, e quem não coopera, fecha.
O que na realidade queremos, e levamos nossos filhos a passear, (como no passado) sem as preocupações que, seremos assaltados na primeira esquina ou, bala perdida nas trocas de tiros entre policiais e marginais, sem falar em seqüestro, onde isso hoje é uma constante no país.
Entre as contradições essa é bem engraçado, para concorrer ao emprego, tanto nas esferas Federal, Estadual, ou, Municipal, o candidato é obrigado a fazer provas dependendo do cargo que está concorrendo, ai vem, Matemática, Português, Geografia, História, Ciências e sem falar nos cursos técnicos, como também cursos de capacitação para determinadas funções, pelo qual, com certeza aprovamos.
O que não aprovamos, é a classe política, pessoas completamente analfabetas de pai e mãe, concorrerem às eleições em defesa da democracia, isso é demagogia de  políticos, ou falta de determinação do S.T.E. (Supremo Tribunal Eleitoral) para julgar como incapacidade para o cargo  sabendo que pode inverter, como já fizeram em outras ocasiões, no caso da regulamentação dos Partidos, e modificações moralizadoras nas leis partidárias, como fidelidade partidária e tantos outros!
É como diz o ditado, quando se quer fazer, se faz, só depende para quem está fazendo. Isso sim, é corporativismo, é assim que a banda toca, e ainda vai Tocar por muito tempo, pois o Congresso está cheio desses projetos, e quando nasce mais um, pelo desafeto da linhagem, a maioria lá no Congresso derruba, porque no nosso país se legisla por causa própria, inclusive seus salários, como foram dito acima.
Êta paizinho de difícil compreensão, Souza, será que um dia vai melhorar? A única salvação está nas mãos de nossos jovens do futuro, creio, porém, nem tanto assim, pois o quadro que vejo hoje é desanimador, jovem envolvido com alcoolismo, drogas, falcatruas, roubos, e o pior, matando e sendo morto.
É meu amigo, está havendo reversão de valores, ainda nos resta uma esperança no ar, que os bons políticos, que são poucos os que acabem de uma fez por toda, essas contradições e os ambiciosos e poderosos trambiqueiros, como os conhecidos políticos inescrupulosos, com ajuda das  nossas gloriosas forças armadas, com também, ajuda de nossa querida instituição policial (Federal, Estadual e Municipal), no combate aos crimes organizados, das drogas e dos falsos brasileirinhos, que estão infiltrados em nossas instituições pelo país à fora.   

Heraldo Ferraz