A VERDADE SOBRE O COCO DE RODA DE PONTEZINHA
(O PAI DA CRIANÇA)
O coco de roda começou em frente de minha casa, lá pelos idos de 1967 e que aos poucos foi crescendo ficando quase impossível a brincadeira por ser a rua muito estreita, como também as reclamações vindas da vizinhança e daqueles que tinham seus carros e ficavam sem condições de chegarem até suas casa, fazendo com que ZEZINHO VARELO fala-se com seu amigo Zequinha da Bolacha (Prefeito), e do vereador Euclides Fonseca (todos nos seus primeiros mandatos) e que conseguiram através da câmara de vereadores, desapropriarem um terreno, um chafariz público municipal e uma barraca de taboa pertencente ao pai de Zezinho, e vendido ao Alfredo Espírita com era conhecido na época.
Diz LINDALVA DA SILVA SANTOS, esposa do senhor ANTENOR JOSÉ DOS SANTOS também participante da Palhoça do Coco ou Palhoção do Zezinho com era conhecido nos seus tempos de glória, passando depois para Sacramento. Segundo o senhor Antenor, que enalteceu cheio de saudade elogiando o amigo já falecido, JOSÉ VARELO OU, ZEZINHO o grande idealizador desse coco de roda, hoje injustiçado perante seus familiares e amigos da velha guarda que tanto fez por esse coco, e no final, seu nome é mencionado em segundo plano, quando na realidade foi ele, o Pai da criança, o eterno presidente e puxador de cantoria, e emboladas com variados temas, desde o convite a apresentação de pessoas ilustres ou amigos puxadores daquela época, como foi o caso de ROBERTO COCADA, ZEZINHO VARELO, SEVERINO GRANDÃO, SEVERINO CARGUEIRO, VALDECY, o próprio Mestre Goitá (vindo anos depois já no governo de Elias Gomes) da cidade de Ribeirão a convite de Zezinho passando a residir definitivamente em Pontezinha, sendo hoje, o grande homenageado. Tendo os demais fundadores, suas participações em animar o salão, fazendo aquela roda e sapateando no ritmado do coco em cantoria que acabava muitas vezes ao raiar do sol. Cantando esse refrão “estava na praia, havia lua cheia e via o cantar das sereias no balanço do mar”, daí nasciam às canções ritmadas.
Os instrumentos para essas cantorias, eram: O BOMBO – com Antenor, o GANZÁ com GRANDÃO, o TAROL com – Zezinho ou Roberto cocada, – o PANDEIRO com Soares ou Valdecy ou Severino Ramos da Silva (conhecido por GRANDÃO), segundo Severino Ramos, esses revezamentos eram constante durante a noite, até quando terminava.
WALDEMIR FERNADES BARRO, ELPIDIO MENDONÇA, LUIZ FURTUNATO, NAIR CURATO, VALDEMIR UMBELINO DO MONTE, (VADINHO) LINDALVA DA SILVA SANTOS, FERNANDO VENÂNCIO, SANTINA CURATO, JUAREZ E SUA ESPOSA JOSEFA MARIA DA CONCEIÇÃO (CONHECIDA POR SEFA), NAU e tantos outros.
O PAI DA CRIANÇA – José Gonçalo dos Santos aposentado (Distilaria Presidente Vargas), conhecido por Zezinho Varelo nascido no dia 10 de janeiro de 1918, no município de Jaboatão dos Guararapes, casado com dona Edwirgens Josefa dos Santos tendo esse matrimônio gerado oito filhos.
Ex-combatente, tendo integrado o exército Brasileiro em plena guerra, era fervoroso católico, embora respeitasse todas as religiões. Era muito querido e respeitado na comunidade, e tinha grandes amigos, principalmente em Pontezinha.
Foi fundador do Coco de Roda de Pontezinha oficialmente, ao passar para o famoso Palhoção do Zezinho, ou Sacramento como carinhosamente o povo falava. Isso com ajuda da prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, através dos Prefeitos, Eronildes Soares que iniciou as obras, sendo concluída na gestão do prefeito Jacó Gomes, cujas placas comemorativas dos grandes eventos desapareceram misteriosamente, dando margem para especulações.
FATO MARCANTE: - Um dia, Zezinho Varelo consentiu que um jovem da comunidade (Heraldo Ferraz Cavalcanti) fizesse um concurso de lambada, dança essa, vinda da cidade de Belém do Pará que era sucesso em todo o Brasil, trazendo multidões para sua primeira apresentação no Palanque do Coco, com distribuição de prêmios e dinheiro para os primeiros, segundos e terceiros colocados, sendo julgados por uma comissão (jurados) trazida por Heraldo para desenrolar da brincadeira. O sucesso foi tão grande, que fez Zezinho procurar Heraldo para uma outra apresentação, sendo feita duas semanas depois, com a mesma infra-estrutura da primeira, também sucesso total.
Daí a pergunta, porque parou, parou por quê? Porque essa brincadeira era muito dispendiosa, e só um, bancava tudo, que era o próprio Heraldo, que como empresário panificador, não tinha tempo disponível, e os custo como ele bem frisou, eram muito altos, e os empresários locais, não quiseram ajudar Heraldo, fazendo com que fosse o fim dessa brincadeira, o que lamentou a comunidade na época.
POLITICA: - Antes do falecimento do grande Mestre Zezinho Varelo, ele comentou sua amizade e do Joel seu irmão, pelo então falecido e ex-vereador senhor Horácio Ferraz e comentou também, algumas de suas decepções, entre elas, estavam alguns políticos que não quis citar nome, porém elogiou os prefeitos que ajudaram o Coco a se desenvolver, como foi o caso de Zequinha, Eronildes e Jacó, e vereador, Euclides Alves por quem tinha grande admiração, sendo vitima já no governo de Elias Gomes, de perseguição sendo assim Zezinho Varelo (O verdadeiro pai do Coco de Roda de Pontezinha) definitivamente afastado da direção, o interessante dessa historia, e comprovando a afirmativa acima foi à prefeitura assumir (tomar) definitivamente o sacramento através da Secretaria Social e de Esporte, sem que houvesse resistência, mesmo, após o fogo.
O Sacramento passou por algumas reforma inclusive o nome, que passou a ser chamado de Centro Social Mestre Goitá, aonde sua tradição de coco de roda praticamente deixou de insistir apesar dos esforços e dedicação João de Goitá filho do Mestre Goitá. Achamos que já é tempo da comunidade se reunir e reaver o Centro passando para quem de direito, pois a prefeitura tem essa mania, de quando ajuda ficar com o patrimônio. Prova disso é que ela também tentou ficar com a antiga Creche de Pontezinha hoje propriedade do Conselho Social dos Moradores, foi preciso o presidente recorrer a uma convocação da assembléia, que depois de votada por unanimidade, o livro de ata foi levado a cartório e escriturado. Daqui mando meu grito de alerta, corram atrás do que é de vocês, se não, continuarão sofrendo descriminações e falta de administração em gerir o Centro Social Mestre Goitá, decretará sua extinção e levará junto o que tornou Pontezinha conhecida nacionalmente.