O espetáculo vai começar!...
Ou o sol suspende a lua, olha a política no meio da Rua...
Estamos num ano de eleições. O circo político está sendo armado para uns, outros já estão prontos para o espetáculo, os atores principais estão dando os últimos retoques nos partidos que os apoiarão outros, coitados, são trapezistas pulando em lona elástica, e pendurados nos seus próprios recursos, atrás dos aplausos (votos), fazendo ginásticas com os poucos amigos que, tomara que tenham porque, nessa hora, os amigos estarão em outras zonas do picadeiro aplaudindo quem é mais artista na arte de enganar, fazendo mágicas e tirando coelhos da cartola.
O tal grande artista mesmo são os políticos decadentes, porque usam suas magias idiotas para fazer os outros, que estão assistindo, acreditarem que seus filhinhos estão contentes, e ficam por muito tempo até cair à ficha. O artista que ele assistiu é um produtor de ilusões, mentiroso potencial e, nos seus gestos obscenos, vai levando vantagens como falso aventureiro que corre atrás dos incautos para, na próxima esquina, depená-los de seus pertences.
Se há coisa que me irrita, meu caro Alberto, é acreditar na constante hipocrisia desses políticos sem picadeiros e muitos até sem graça, ao fingir que nada é com eles que, afinal, tudo era brincadeira e que é necessário voltar a embaralhar tudo de novo porque o jogo correu mal, não ganhou quem se queria, por isso, não valeu.
A impressão que tenho Alberto, é que quando vejo noticiário na televisão e nos jornais, é de que somos palhaços, mesmo. As armações e desmandos políticos são de tamanhos descaramentos que nos levam a crer que seus protagonistas, além de terem certeza da impunidade, acreditam piamente que a população toda é composta de idiotas. Ora, veja bem, sempre que alguém ganha dinheiro fácil, é sinal de que algum perdeu também facilmente. O ilícito, ou apenas, rápido enriquecimento, dificilmente acontece sem que alguém saia seriamente lesado.
Fazer comparação com os artistas de circo é uma insensatez sadia, veja bem, meu amigo, um Carequinha, uma Arrelia, ou tantos outros monstros sagrados que já se foram para o oriente eterno, que tanto fizeram rir de maneira sadia, os nossos antepassados, e também nossos pais, nossos filhos, e até nós mesmos, quando crianças, pois eu não perdia um espetáculo circense, quando chegava a Pontezinha eles, em vida, meu caro, ficaria, com certeza chateados com as comparações, porque não é pra menos, terem de ser insensatos e sadios ao mesmo tempo.
Aqui, em Pontezinha, meu prezado amigo Alberto, com certeza, irão desfilar, garbosamente, com sorrisos largos de vencedores da impunidade, os conhecidos políticos decadentes, campeões nos tribunais com seus processos vistos por todos na internet, como do JF/PE (Justiça Federal de Pernambuco) e TCU (Tribunal de Contas da União), onde os jornais e os noticiários de televisão caem de pau e nada acontece, dando real impressão da intolerância e impunidade das nossas leis já caducas onde, às vezes, os nossos juizes são obrigados a dar um veredicto contra seus princípios só porque a lei não ajuda, enquanto que, lá no Congresso, os políticos ficam discutindo quem será o presidente da próxima CPI, ou brigando com os colegas da situação ou oposição, ou pelos mensalões, ora pelos cartões corporativos, ora pelos seus baixos salários e jetons mal remunerados. Coitadinhos!
E os famosos babões de gabinete, Alberto? Conhecidos como estrelas sem brilho e sem competência, atacam, agridem e até processam, quem falar mal do patrão e do seu nome, como se seus nomes valessem tanto para esses patrões.
E aqueles candidatos a vereador sem as mínimas condições de ter voto, saem dizendo que terão de mil a dois mil votos, só porque o pai, o tio, ou a tia, têm alguns trocados ou são bem sucedidos na vida profissional. Coitados! Alberto, esses não têm noção nenhuma do que é política, pensam que é chegar assim e levar o voto; precisam, no mínimo, ter muitos trabalhos sociais e ter uma vida intensa de prestação de serviços e muitas lideranças, como é um Paulo da Barraca e alguns outros que conheço aqui em Pontezinha, que poderiam ajudá-los a ser um vencedor.
Estamos hoje envolvidos na executiva do Conselho Social dos Moradores de Pontezinha e, na qualidade de Presidente, obedecendo à ética e ao Estatuto, não aceito participação que não seja a convite, porque sabemos que existem bons políticos que querem ajudar a Entidade, a troco das suas convicções democráticas e de ajudar o lado Social. Porém, não descarto as pessoas físicas da diretoria que venham apoiá-los, mas, sem envolver a Entidade nos seus propósitos políticos. Sabemos que o policiamento que fazemos em torno do Conselho, nos deixa numa posição que estamos vacinados contra futuros espertalhões, que queiram infiltrar-se em nosso meio, tentando tirar proveitos próprios para suas futuras campanhas, orquestradas e maliciosas, meu caro.
Heraldo Ferraz