GUERRA À DENGUE...
Esta entidade social sempre prezou sua responsabilidade, e principalmente pelo seu poder como formador de opinião, há muito esta entidade esclarece a comunidade dos riscos trazidos por esta doença, que pode levar à morte. Sempre esteve vigilante a esse respeito devido à situação geográfica da comunidade, cercada de rios, mangues, sem saneamento básico, e contribuindo com maior taxa de preocupação a baixa renda.
A analise da eficiência dos programas educacionais e de combate a epidemias ou pragas e voltados à saúde coletiva nunca foram um forte nas administrações publicas, salvo quando o problema se torna calamidade ou esta perto disso.
Este Conselho Social, sempre se preocupou com o bem estar da comunidade visto seu presidente, Heraldo Ferraz Cavalcanti promover diversas reuniões esclarecendo a comunidade dos riscos, do combate permanentemente e necessário, dos cuidados com a higiene e com o ambiente que nos cerca.
Destas reuniões participaram autoridades do setor de saúde publica, especializadas no combate à dengue e no cume destas visitas esclarecedoras nada menos que Drª Solange Laurentino dos Santos, Mestre em Saúde Pública pelo Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/CPqAM da Fundação Oswaldo Cruz (2003), pelo qual recebeu menção honrosa no Premio em Ciência e Tecnologia do SUS 2003. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Saúde e Ambiente e Abordagem Ecossistêmica em Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: Vigilância em Saúde Ambiental, Epidemiologia Ambiental, Avaliação de Programas e Abordagem Ecossistêmica em Saúde Humana, que por diversas vezes nos visitou e esclareceu muitas coisas a respeito do Aedis Egypty seus males e como combatê-lo.
Em uma de suas visitas mostraram-se contrárias ao uso dos inseticidas organofosforados, estes inseticidas são os do fumacê e do líquido usados pelos técnicos em saúde pública. E altamente tóxicos para homens, animais e plantas.
Inquiriu o porquê da secretaria de saúde do Cabo não haver conseguido junto ao MS, a mudança deste inseticida por orgânicos, como o fez o Recife e outros municípios.
Foram discutidas e informadas varias formas de combate e prevenção, inclusive nosso vice-presidente, falou sobre o uso da borra do café método defendido pela bióloga Alessandra Laranja, do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de São José do Rio Preto, inclusive publicado com o título: “Depois do café o combate a dengue”, forma simples e a custo zero, já que 0% dos domicílios brasileiros consome o café.
O vice-presidente explicou a forma de usar este tipo de combate repassando aos comunitários as experiências e orientações adquiridas em outros locais como "A prefeitura de São José do Rio Preto já está recomendando à população da cidade para usar essa solução nos pratos dos vasos de plantas" e que pode ser aspergido às margens dos córregos, sobre a relva e onde exista água para e limpa, pois mesmo a água para consumo não é prejudicada por este método.
Não, não é lenda, mas veja a dosagem. A borra de café no combate ao Aedes aegypti e à dengue, é de duas colheres de sopa de borra de café para cada meio litro de água a ser espargida sobre plantas e relva (quintais com mato e terrenos etc.). Até mesmo a própria borra espalhada ás margens de córregos e caneletas ajuda a interromper o ciclo.
Portanto, o combate a dengue, às pragas e zoonozes sempre foram uma preocupação desta entidade para com a comunidade, como comprovam as ações informativas ao entro de controle da prefeitura do Cabo, quando contribuiu inclusive com material informativo no caso do caramujo africano que invadiu Pontezinha, e que graças às rápidas e eficientes ações dirigidas pela Drª Zilderleide, foi contida, mesmo que a alta de políticas de combate e prevenção deixadas de lado provavelmente acarretará o retorno desta praga.
Este Conselho sempre buscou apoio para desenvolver um trabalho de conscientização e combate, nunca foi atendido, sempre preocupado com o bem estar não apenas dos circunvizinhos ou comunitários mais com toda a saúde pública, convidou e recebeu visitas como pode ser provado pela ata de reunião desta entidade aqui copiada.
“ATA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO SOCIAL DOS MORADORES DE PONTEZINHA REALIZADA NO DIA 30 DE MARÇO DE 2007 AS 15.40 h, COM A PRESENÇA DE CONVIDADOS. SENHORA JACYARA ALVES REPRESENTANDO O CRÁS DE PONTEZINHA, E AO MESMO TEMPO, A SECRETÁRIA DE PROMOÇÃO SOCIAL SENHORA EDNA GOMES, COMO TAMBÉM, A REPRESENTANTE DA ASSISTENTE SOCIAL DE COMBATE A DENGUE, MARIA JOSÉ DA SILVA, SE FAZENDO REPRESENTAR POR SOLANGE MONTEIRO”.
OU COMO DEMOSTRA O PARÁGRAFO 2.7 DO PLANO DE TRABALHO APRESENTADO À PREFEITURA – PARA O PERIODO DE: MAIO 2007 – ABRIL 2008 (Cópia)
2.7. E Manter informadas todas as entidades que trabalhem com serviços assistenciais disponibilizando espaços para que dê continuidade suas tarefas de combate a Dengue a fome e a miséria. Não atendida
Visto o exposto, esta entidade demonstra que sua preocupação com a saúde da comunidade não é de hoje e como sempre, continuará sua luta mesmo sem reconhecimento das autoridades sanitárias que deveriam apoiar todas as iniciativas voltadas á saúde coletiva, tendo em mente que a posição ou vertente política de cada um, e muito inferior ou nula quando se trata de vidas humanas.
Este Conselho, mesmo tendo sido relegado ao ostracismo, e vitimado pelo princípio básico da política, aos amigos tudo aos inimigos (assim rotulado por parte da administração atual) apenas os rigores da lei, sempre e como nunca deixou de fazê-lo quando a principal meta é melhoria a própria vida de seus comunitários, pois aqui o importante é o povo. Tudo sai dele e para ele retorna.
Alberto Figueiredo.