HISTÓRIA DO CABO DE SANTO AGOSTINHO

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Cabo é uma ponta de terra que avança de mar adentro, (aqui nasceu Cabo de Santo Agostinho).

A história do Cabo de Santo Agostinho se inicia bem antes da chegada dos Portugueses ao Brasil. Assim como boa parte do território brasileiro, o Cabo era povoado por indígenas da etnia caeté.
As raízes históricas da cidade do Cabo de Santo Agostinho têm seu fundamento na época do descobrimento do Brasil e, segundo alguns historiadores, até mesmo antes da chegada dos Portugueses em nossas terras.
As primeiras terras brasileiras a serem pisadas pelos estrangeiros são, de acordo com pesquisadores respaldados em documentos históricos, as terras do Cabo de Santo Agostinho.
Esses documentos revelam que, em 26 de janeiro de 1500, o navegador espanhol Vicente Yanez Pinzón, desembarcou no Cabo de Santo Agostinho, tomou-o em nome do soberano espanhol, esculpiu o seu nome em vários troncos de árvores como registro de sua presença no local e lavrou uma Ata de Posse da Terra.
A terra foi batizada com o nome de Cabo de Santa Maria de la Consolación. Registra a história oficial que os portugueses Desembarcaram no Cabo de Santo Agostinho em 1501, quando o rei de Portugal enviou uma esquadra de reconhecimento às terras brasileiras. Nessa ocasião, o Cabo de Santa Maria de la Consolación foi rebatizado com o nome de Cabo de Santo Agostinho.
As primeiras povoações chamadas de Arraial do Cabo surgiram na segunda metade do século XVI. Formado pelas igrejas Matriz de Santo Antônio, de Santo Amaro, Nossa Senhora do Livramento e antiga Capela do Rosário dos Pretos (hoje Praça Théo Silva), e casario escasso representado por antigos prédios nas ruas da Matriz (Rua Vigário João Batista) e Dr. Antonio de Souza Leão.
As fachadas são protegidas por lei Municipal, porém, a maioria encontra-se descaracterizadas.
Em 1560 João Paes Barreto já instituía o Morgado de Nossa Senhora da Madre de Deus do Cabo de Santo Agostinho, vinculando o engenho Madre de Deus, depois chamado de Engenho Velho. A escritura foi redigida em 28 de outubro de 1580.
Segundo afirma Sebastião de Vasconcelos Galvão, autor do Dicionário iconográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, o povoamento sede do Município vem de 1618; antes dessa data compunham-se de algumas casas esparsas, distantes uma das outras.
Transcorridos mais de duzentos anos de ter sido a Povoação de Santo Agostinho elevada à predicação de Paróquia é que foi criada a Vila do Cabo de Santo Agostinho, por força do alvará de 27 de julho de 1811 e Provisão Régia de 15 de fevereiro de 1812, enviada ao então governador da Província, o General Caetano Pinto de Miranda Montenegro.
Sua instalação, no entanto, ocorreu em 18 de fevereiro de 1812, pelo ouvidor e corregedor-geral da Comarca de Recife, o Doutor Clemente Ferreira de França. Foi elevada a categoria de cidade a então Vila do Cabo de Santo Agostinho em 09 de julho de 1877, pela lei provincial nº. 1.269, para a denominação de Cidade de Santo Agostinho do Cabo. Em 03 de agosto de 1893, por força da Lei Orgânica nº. 52, tornou-se município autônomo.
A cidade do Cabo de Santo Agostinho, uns dos berços do abolicionista da escravatura Dr. Joaquim Aurélio Nabuco de Araújo, aonde no seu livro no capitulo xx “MINHA FORMAÇÃO”, narra sua infância vivida no dos engenhos dessa bela cidade,  “MASSANGANA, HOJE TOMBADO PELO PATRIMONIO HISTÓRICO DE PERNAMBUCO E PELA FUNDAÇÃO GILBERTO FREIRE”.

ECONÔMIA:
O Cabo teve sua economia centrada no desenvolvimento da monocultura da cana-de-açúcar, a partir de 1570, com a doação de sesmaria ao longo do Rio Pirapama. Tendo João Paes ocupado às terras a ele concedida em 1571, ao sul do Rio Araçuagipe (Pirapama), fundo o primeiro engenho bangüê que denominou Madre de Deus (hoje, Engenho Velho), o mais antigo centro açucareiro da Região. Mais tarde, com a criação de novos engenhos, o Cabo passa a representar o poderio econômico de Província de Pernambuco, época em que a cana-de-açúcar representava a força de crescimento do país.
A 41 km do Recife e hoje reúne o maior pólo industrial de Pernambuco ao lado de belíssimas praias paradisíacas.

INDUSTRIAL E PORTUÁRIO DE SUAPE.
Em 1979, com a polêmica causada pela implantação do Complexo Portuário de Suape, foi desapropriada uma área de 270 hectares para implantação do Parque Metropolitano de Santo Agostinho, depois Armando de Holanda Cavalcanti e que corresponde basicamente, a toda área do Cabo de Santo Agostinho, estendido até a baia de Suape.
O parque industrial a seu redor, mais de 80 empresas, gerando cerca de 7 mil emprego diretos e 40 mil indiretos; além disso, o pólo distribuidor de automóveis para toda a região Norte/Nordeste.
O turismo também movimenta a economia do município, que ostenta muitas belezas naturais e uma bem estruturada rede hoteleira e gastronômica. A indústria e o comércio empregam não só moradores da cidade como também profissionais de toda a Região Metropolitana do Recife.
O município ainda se destaca por ser local da Barragem de Pirapama, que abastece grande parte da zona sul da região Metropolitana do Recife (RMR), beneficiando cerca de 1,3 milhões de pessoas. Trata-se da maior obra hídrica do Estado, com capacidade de armazenar 61 milhões de metros cúbicos de água.
Cabo de Santo Agostinho faz parte da Região de Desenvolvimento da RMR, a qual abriga também os municípios de Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Abreu e Lima, Paulista, Igarassu, Itapissuma, Itamaracá. Ipojuca, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Aracoiaba e Moreno.

REFINARIA JOSÉ INÁCIO ABREU E LIMA:

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O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, e da companhia estatal venezuelano de Petróleo – PDVSA, Rafael Ramirez, assinaram na presença do Presidente do Brasil, senhor José Inácio Lula da Silva, do Presidente da Venezuela, senhor Hugo Chaves e do Governador de Pernambuco, senhor Eduardo Campos, contrato que estabelece as bases para a sociedade das duas empresas na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
Este Acordo determina os termos da constituição da sociedade, inclusive participação acionária, definida em 60% da Petrobras e 40% da PDVSA. Também estabelece o prazo para futura celebração do Estatuto Social e do Acordo de Acionistas. Os termos do contrato estão protegidos por acordo de confidencialidade.
A Refinaria Abreu e Lima é um investimento de US$ 4,05 bilhões e terá capacidade para processar 200 mil barris de petróleo pesado por dia,50% do Brasil (Marlim) e 50% da Venezuela.
O inicio de operação da Refinaria está previsto para o segundo semestre de 2010, atingindo a carga plena em 2011. Cerca de 65% dos derivados ali produzidos serão de óleo diesel, o de maior consumo no País. Também serão produzidos gás de cozinha (GLP), nafta petroquímica e coque – combustível sólido com aplicação na siderurgia, indústria cimenteira, térmicas e indústria do alumínio.
A Petrobras prosseguirá com seus estudos sobre a opção de participação societária de até 10% no projeto de exploração e produção de petróleo pesado no campo de Carabobo1, na Faixa do Orinoco, no qual a PDVSA terá participação acionária não inferior a 60%. Os estudos prosseguirão até a conclusão da licitação, anunciada pela PDVSA, dos 30% restantes de participação.
ESTALEIRO ATLÂNTICO SUL GANHA LICITAÇÃO E DISPUTA  CONSTRUÇÃO DE PLANTAFORMAS.
Confirmada a construção de dez navios Suezmax com a conclusão da licitação da primeira etapa do programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro, por meio da assinatura do contrato com o consórcio Atlântico Sul. Um investimento de US$ 1,2 bilhões. A demanda será atendida pelo este mais moderno do Hemisfério Sul, localizado em Suape, com a capacidade de construir navios maiores que o Suzmax como o petroleiro Very Large CruCarrier (VLCC) que  a transportar até mil toneladas.
O Atlântico Sul pode ar a produção. O estaleiro está na disputa pela construção de plataformas de petróleo que inicialmente seriam a P-55 e P-57. Cada uma  com capacidade de produzir 180 mil barris/dia. Os recursos necessários ultrapassam US$ 1 bilhão. Na ilha Tatuoca, as obras de acesso ao estaleiro já foram iniciadas. O projeto está orçado em US$ 220 milhões.
O consórcio constituído pelas empresas Camargo Corrêa (30%), Andrade Gutierrez (30%), Queiroz Galvão (30%), Aker Promar (10%) com a tecnologia da Coreana Sansung, impulsionará a economia do Nordeste e particularmente de Pernambuco. “O empreendimento, no qual serão investidos US$ 170, possibilitará a geração de cinco mil empregos diretos e 25 mil indiretos”, informa o presidente de Suape.
Quanto ao contrato, estavam presente à assinatura os representantes do consórcio e o secretário de desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Alexandre Valença, representando o governador José Mendonça Filho. “O Governo do Estado está investido R$ 89 milhões em infra-estrutura para o estaleiro, tendo em vista o incremento da economia do mercado de trabalho pernambucano que o empreendimento possibilitará”, diz o secretário.
PROGRAMA:
Ao todo, a transpetro está encomendando 26 navios nesta etapa do Programa de Modernização da Frota.
Os outros contratos foram assinados no dia 20 de junho, quando foram contratados 16 navios ao consórcio Rio Naval e aos estaleiros Mauá Jurong e Itajaí. De acordo com a transpetro, o programa é prioritário para o Governo Federal por revitalizar um setor estratégico para a economia Nacional. No ano passado, a empresa gastou US$ 10 bilhões com transporte marítimo, sendo que 96% desse valor foi pago a empresas estrangeiras das quais a transpetro depende, devido ao sucateamento da frota de petroleiros brasileiros.

Pesquisado por:    Heraldo Ferraz Cavalcanti.