POR UMA PONTEZINHA MELHOR!

Pontezinha
Antes tarde do que nunca”, é um ditado popular que teve aprovação por unanimidade da Assembléia, ao passar de Creche para Centro, o patrimônio do Conselho Social dos Moradores de Pontezinha, dado pelo Ministério Público através de sentença, fruto de uma ação contra a extinta Associação dos Moradores de Pontezinha, à época.
Bem antes dessa tomada de posição do presidente, a prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, através da Secretária Executiva de Promoção Social, queria conjugar o verbo tomar, “eu tomo”, pensando eles que o Conselho era comandado por uma turma de babacas e desinformado. Rasgaram a boca  e o Conselho estorou o balão.
É bem compreensível a forma de suas atuações nessas áreas; primeiro existe uma lei (federal) em nível de Brasil, que todas as creches particulares aos poucos passariam para as prefeituras, logicamente nos seus trâmites legais, como abordou o vice-presidente, senhor Alberto Figueiredo.
Entretanto, foi colocado o assunto em reunião, como também a necessidade de ampliação para um Pólo Cultural e Social, onde nossos jovens, atingidos pelas drogas e violência, possam contar com salas de aula para ensino profissionalizante, cursos de capoeira, pintura, artesanato e outros.
É bem verdade que esses cursos criam gastos através de sua manutenção e, daí, nascem os projetos, aos quais, até hoje corremos atrás, ora sendo enganados pela litisconsorte, ora pelas pessoas a quem acreditamos pela sua desenvoltura analítica quanto ao mesmo.
Enfim, ficávamos sem muitas opções, até entregarmos, através de contrato de parceria com o senhor Ademildo Santos (Cajazinho), para que ele desenvolva um trabalho no Centro Social e Cultural naquilo que tão bem se apresentou como artesão e professor de cursos sociais.
Exatamente para dar início ao que a prefeitura desprezou durante esses quase três anos, são bem verdadeiras suas antipatias políticas contra os dirigentes desta entidade, em não rezar pela sua cartilha má escrita e má intencionada.
Ao conhecermos as suas pretensões, levamos ao conhecimento, tanto do Ministério Público, como da Vara da Fazenda, das suas intenções em ficar com a Creche e, em seguida, fizemos uma reunião extraordinária e colocamos em votação, sendo a ata aprovada e levada para registro em cartório.
Sabemos o que nos esperam - lutas árduas e longas - os recursos escassos, provindos de uma comunidade de baixa renda, porém, a força de vontade superará os obstáculos, contra os ardis da esperteza humana, fazendo com que cobrasse serviços, quando deveriam ser gratuitos ao povo que o elegeu. A eleição vem aí, vamos ao nosso dever, orientar o eleitor a votar e em quem votar nessa eleição que se aproxima, dando-lhe a resposta por uma Pontezinha melhor.

Heraldo Ferraz.