ESTA ENTIDADE SABE DEFINIR AS COISAS:

 

Somos bem verdades, nós, que fazemos o Conselho Social dos Moradores de Pontezinha, às vezes, ficamos atônitos com problemas, como é o caso da Dengue (que é de todos), aos poucos se alastra por esse país a fora, sem que nossas autoridades venham verdadeiramente em socorro dos atingidos, a não ser, visando à ignorância dos nossos dirigentes de entidades, pelos futuros votos que elas possam dar.
Isso sem falar nas promessas de empregos as suas lideranças, que conhecemos quando assistimos suas reuniões e vendo fortes lideranças do passado envolvidas em vossa administração, mesmo assim, tratando-se de um assunto de crucial importância o desinteresse pela reunião (Combate a Dengue) pelas lideranças maiores, (Secretários) sem ao mínimo mandar representante, ou, justificativas aos organizadores da saúde Municipal deixando desafinados e desorientados os que, atendendo convocação para tratar de assuntos tão sérios, deixam seus afazeres e compromissos.
É daí que começarmos analisar seus conteúdos, verificando através dos nossos estatutos, que qualificam como pessoas independentes sem vínculos nenhum, sejam essas, ou, aquelas entidades representativas do povo, da qual, fazemos parte também.
Porém, o engajamento nessa luta não significa pertencer ou ser submisso à prefeitura, buscamos parceiros em busca de melhorias e soluções para  os problemas do município. Parceria, pois, como submissos, subalternos ou parte dela, mantemos distância, a submissão leva a extinção de seus objetivos e como sabemos às associações que não reze por sua cartilha são agraciadas com a célebre máxima: Aos Amigos tudo, aos inimigos os rigores da lei, outro erro trágico. Não ser submisso, ou subalterno não qualifica como inimigo, a não ser, quando a capacidade dedutiva de cada um é parca.
E quando a procurei, (administração) viraram as costas para os problemas que já combatemos há dois anos (Dengue) e hoje os afligem. Entretanto senhor prefeito, a causa é nobre, e temos que combatê-la antes que uma epidemia se espalhe entre os filhos Cabenses, trazendo prejuízos maiores a sua administração e a toda comunidade. Como bem citei na matéria “Mosquito Assassino” e que possivelmente V.S. tenha lido, e compreendido que para combater e evitar futuras epidemias precisa gastar dinheiros investindo nas entidades, e em seguidas, fazer com que elas preste contas, como fizeram com as esmola que nos foram dada e tomada sem explicações vinte (20) cestas básicas. Esta entidade sempre esteve atenta aos problemas da comunidade e pode ajudar bastante como parceria “o que achamos difícil, pois, sequer a condição de litisconsorte ativa foi respeitada ou acatada o que seria fácil se esta entidade como muitas, fosse submissa e subalterna, isso jamais”. Não pense, põem, que não trabalhamos, somos contrários ou insensíveis à gravidade do momento atual, talvez até mesmo mais e mais bem preparados que muitos dos que hoje estão colocados à frente dessa campanha.
Há mais de dois anos já alertávamos para os perigos, sempre esteve à disposição não apenas de umas secretarias dessa administração, mas de todas, aonde o seu secretário de saúde foi um deles a comparecer em nossas reuniões a convite como fizemos com os demais e desde antes mesmo sem ajuda da sua administração, já tínhamos como parceiros pessoas do quilate da Drª. Solange Laurentino.
Mas mesmo assim, estamos ai para ajudar dentro das nossas possibilidades e sem exigir, como já fazemos prevenção e distribuição de folhetes e folderes quando chega a nossas mãos, é o caso dos direcionamentos das pessoas que nos procura, às vezes vindo de vossas secretarias, de onde não foram atendidos nos seus reclamos, e enviamos a quem do problema é dirigida.
E quanto ao combates da Dengue, somos, mais a internet, (como caso abaixo) que é o meio mais moderno atualmente, de procurar inúmeras armadilhas já usadas em outros Estados, segundo a Drª. Solange Laurentino, em vez de estar matando mosquito com as mãos, ou, com produtos hoje desaconselhados como os químicos, correremos aos biológicos e com certeza estamos no caminho certo, veja o que diz as pesquisa feitas e o que sucedeu aos meio-ambientes por esses materiais químicos.
A situação do Brasil em relação à dengue e ao risco de reurbanização da febre amarela tem se agravado cada vez mais nos últimos anos. Essa situação constitui-se, igualmente, num dos mais importantes problemas de saúde pública em vários outros países, exigindo avanços na busca de soluções e obtenção de resultados satisfatórios nos programas de controle dos vetores. Em todo o mundo, um dos pontos-chave destes programas, e dos mais difíceis de obter sucesso, é aquele relativo ao papel das comunidades, eliminando, e não permitindo a produção do vetor em criadouros domésticos. Um controle mecânico, do ponto de vista da entomologia aplicada e do manejo integrado de vetores, cuja chave está no controle social. Os mosquitos mais visados nessas ações são o Aedes aegypti e o Aedes albopictus. As formas tradicionais de controle de mosquitos têm fortes limitações no ambiente urbano. O controle químico, por exemplo, tem sido em geral associado a problemas como o desenvolvimento de resistência, agressão ao ambiente e à saúde da população, e, pior, costuma causar uma errônea impressão de que poderia resolver sozinha a questão do controle, atenuando, com isso, o papel das outras formas. Lamentavelmente, levou-se cerca de 20 anos para se constatar que as aplicações de Ultra Baixo Volume (UBV) tinham na verdade pouca ou nenhuma eficiência no controle das epidemias de dengue (Gubler, 1989). O controle biológico do mosquito vetor da dengue, por sua vez, embora possa ser eficiente e atrativo como alternativa ao controle químico, na grande maioria das vezes depende das pessoas para introduzirem os agentes nos potenciais criadouros (Andrade, 1998). No ambiente doméstico, os criadouros são em geral descartáveis (como pneus velhos e latas) ou solucionáveis (como caixas de água destampadas e calhas entupidas), ou mesmo evitáveis (como vasos de plantas com água e pratos de xaxins). Em todos os países, são muitas as intervenções educativas voltadas para os problemas de saúde pública, mas pouco ou quase nada tem sido feito para uma avaliação desses processos educativos, buscando-se identificar o resultado final, o grau de eficácia de diferentes medidas, as falhas ou as dificuldades dessas intervenções. Para algumas arboviroses, cujo controle dos vetores pode ser feito através da participação efetiva da população, é fundamental que o objetivo entomológico seja muito bem conhecido pelas comunidades (Reuter, 1992).
Assim, no caso da dengue, a educação deve ter como objetivo uma eliminação mensurável de criadouros dos mosquitos vetores no ambiente doméstico, pelo cidadão, e não simplesmente o acréscimo de conhecimento. E assim, o parâmetro de avaliação desses trabalhos deve ser entomológico, e não estritamente educacional. Os trabalhos educativos convencionais nessa área têm sido o da veiculação pela mídia, outdoors, faixas, painéis, cartazes, folhetos, ou palestras em escolas e outros núcleos sociais. As principais deficiências são: a) tem sido definido um nível de conhecimento ideal e tenta-se passá-lo para a população, supondo que uma vez adquirido implicará mudança de hábitos, b) depois de realizados, esses trabalhos educativos consideram que foram efetivos no controle de criadouros do vetor, sem, no entanto, apresentar resultados entomológicos, como ocorreu, por exemplo, na Índia (Yadava & Narasimham, 1990) ou no Brasil (Passos et al., 1998). Quando lançado pelo governo brasileiro em 1996, o Plano Nacional de Erradicação do Aedes aegypti (PNEAa) não deu ênfase à educação e à participação da comunidade na eliminação de criadouros, mas sim à erradicação do mosquito vetor em um típico sistema "de cima para baixo" (Gubler, 1989).
De acordo com Krogstad & Ruebush (1996), entretanto, devido à necessidade de programas econômicos e sustentáveis para a prevenção e controle de doenças em países tropicais, seria exatamente a participação da comunidade a melhor intervenção ou estratégia.
Embora nos últimos anos as atividades de informação, educação e cultura (IEC) tenham sido mais bem contempladas dentro do PNEAa, nunca ficou muito claro para a comunidade que havia um objetivo entomológico a ser conquistado no ambiente doméstico, e que deveria ser de um número de criadouros potenciais igual a zero.
A escola é ponto de partida eficiente para a educação voltada à saúde pública, envolvendo diversas questões como, por exemplo, a dengue (Andrade, 1998), helmintíases (Mello et al., 1995; Santos et al., 1993) ou a pediculose, particularmente geral e muito freqüente no meio escolar (Madureira, 1992). As crianças, e especialmente as estudantes, formam classicamente um excelente canal para a introdução de novos conceitos na comunidade, pelo fato de serem membros permanentes desta, e por estarem com o cognitivo em formação. Segundo Regis et al. (1996), a escola mostrou-se um espaço privilegiado para a obtenção do envolvimento da população do Recife no controle da filariose, pela sua representatividade (representantes da maioria das famílias do bairro); por ser um assunto que oferece excelente material didático para diferentes abordagens; pela oportunidade de aproximação de um problema existente na comunidade; pelas mudanças de atitudes que devem ocorrer mais facilmente em crianças e também pela incorporação do tema ao conteúdo programático e sua reprodução nos anos subseqüentes.
No entanto, a condição de carência da educação em nosso país é lamentavelmente um fato. E essas deficiências, principalmente no que dizem respeito às escolas públicas, relacionam-se em geral à falta de instrumentalização do professor e à falta de informações. O presente trabalho visou avaliar uma intervenção educativa baseada em um treinamento forte de professores, para servirem de multiplicadores aos alunos e colegas, e auxiliarem, por meio de uma vigilância entomológica no ambiente da escola, na prevenção da dengue nesse espaço e, por extensão, na comunidade. Esse trabalho foi feito para os professores e escolas municipais de ensino fundamental de Campinas.
Metodologia:
O presente estudo focalizou os participantes de um curso (Educação para o Manejo Integrado dos Vetores da Dengue - 97; Extecamp, Unicamp) com duração de 20 horas, em cinco dias, oferecido à Prefeitura Municipal de Campinas. Foram treinados 46 participantes em duas turmas, 39 deles professores de ensino médio e fundamental, uma coordenadora da área pedagógica da Secretaria Municipal de Campinas.
Foram treinados 46 participantes em duas turmas, 39 deles professores de ensino médio e fundamental, uma coordenadora da área pedagógica da Secretaria Municipal de Educação e seis funcionários municipais da área da saúde (dois deles também professores). O curso pressupôs informar, formar, treinar, instrumentalizar e estimular esses educadores a atuarem como multiplicadores junto aos seus colegas, aos alunos e, por extensão, à comunidade. Além de aprenderem sobre os vetores da dengue e aspectos da doença em aulas teórico-práticas ministradas na universidade, todos os participantes receberam um kit com material para trabalhar com os alunos e para o trabalho de vigilância dos vetores da dengue em suas respectivas escolas e locais de trabalho. Esse kit foi composto de quatro bandejas plásticas (30x40cm), uma caixa de madeira (20x30x 10cm), um laminário com lâminas permanentes de larvas de 4o estádio de Aedes aegypti, Aedes albopictus e Culex quinquefasciatus, lâminas e lamínulas, uma pipeta Pasteur, três tetinas para pipeta (látex), dois pincéis n° 2, um microscópio de bolso com iluminação à pilha (aumento 8x e 30x), cinco frascos transparentes (2cm diâmetro x 6cm altura) com tampa, etiquetas, álcool 70%, ovos e larvas de mosquitos respectivamente preservados a seco e em álcool 70%, e adultos de Aedes albopictus, Aedes aegypti e Cx. quinquefasciatus montados em alfinete entomológico. Como material impresso os professores receberam um manual ilustrado contendo exercícios (Andrade et al., 1997) e transparências para aulas e exposições sobre a dengue e o manejo de mosquitos. Para o trabalho de vigilância semanal nas escolas e para o controle biológico dos vetores receberam duas armadilhas na forma de uma seção de 1/3 de pneu de motocicleta com alça e etiquetas grandes (tamanho A4) em acetato. Receberam uma criação inicial de dois agentes de controle biológico, a planária Girardia tigrina e o copépodo Mesocyclops longisetus, e ainda placas de petri com cultura de Bacillus thuringiensis var. israelensis (Bti) além de um frasco contendo a bactéria na forma de produto comercial (VECTOBAC, Abbott, Laboratório do Brasil) para demonstrações do controle microbiano dos pernilongos.
Receberam também uma prancha com fotos coloridas sobre os sintomas da dengue e dengue hemorrágica em crianças (foto de pessoas doentes) e uma figura com os típicos criadouros do mosquito vetor, além de uma pasta com recortes de artigos e notícias de jornais e revistas sobre a questão dengue. O grupo participante dos professores, uma amostra de seus alunos e parte da comunidade de relação desses professores foram avaliados, antes a após esse trabalho educativo, por um período de um ano. As avaliações constaram de questionários, entrevistas e visitas às respectivas escolas onde lecionava cada professor participante e também às moradias da amostra de alunos, para observação do ambiente escolar e doméstico, quanto à existência e cuidados com criadouros potenciais dos vetores da dengue.
Resultados:
Na avaliação escrita prévia com os participantes do curso, a totalidade mencionou que já tinha informações sobre a dengue, pela televisão e jornais. A maioria dos participantes (55,8%) respondeu que não sabia reconhecer o mosquito vetor Aedes aegypti adulto e quem respondeu afirmativamente, 52,6% não o descreveu de maneira correta. O restante (47,4%) o fez de forma apenas parcialmente correta, não havendo, portanto, nenhuma descrição completamente correta do vetor, nem mesmo por parte dos agentes de saúde participantes. Como critério considerou-se que tal descrição deveria mencionar pelo menos os aspectos: pernilongo pequeno, cor escura (ou preto), manchas claras ou brancas nas patas e no corpo e hábitos diurnos. Esperava-se a menção de que a espécie Aedes aegypti se distingue por possuir um desenho em forma de lira no dorso do tórax. A maioria absoluta dos participantes (97,7%) apontou o não acúmulo de água em recipientes domésticos como a melhor atitude que poderia ser tomada para evitar a proliferação dos vetores da dengue. Houve apenas 7% de menção ao processo educativo como medidas importantes, embora estivessem, no momento do teste, iniciando um curso com esse pressuposto. Dos professores participantes, 61,5% afirmaram que ainda não tinham trabalhado a questão dengue com os alunos devido à "falta de material informativo" e 46,2% indicaram ainda a "falta de motivação e/ou estímulo" para esse fim. Na prova de avaliação final, no último dia do curso, os participantes obtiveram 100% de acerto em questões que se referiam ao controle da dengue, sintomas e o desenvolvimento da doença, possíveis criadouros do vetor e sua eliminação. Também mostraram 97,8% de acerto na descrição diferencial de adultos dos mosquitos Aedes aegypti, Aedes albopictus e Culex quinquefasciatus, e 63% de acerto na prova prática, baseada na diferenciação de larvas dessas espécies a partir do uso de seus próprios microscópios de bolso.
Em 11 questões da prova teóricas referentes à biologia do mosquito vetor da dengue, e medidas a serem tomadas quanto ao controle do mesmo, a porcentagem de acertos foi sempre superior a 90%. Nas avaliações com os professores um e dois meses após o curso, buscou-se visitar 14 escolas das quais fazem parte os 16 professores da amostra tomada. Não foi possível a visita à escola de dois desses professores. Em uma delas por motivo de afastamento da professora que seria entrevistada e na outra por impedimento da direção da escola, que alegou saber muito pouco sobre o projeto. As demais avaliações ocorreram oito e doze meses após o curso, com todos os professores participantes.

 Heraldo Ferraz.